terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Lido: Os Meninos Perdidos

Quem conhecer alguma das versões de Hänsel und Gretel, que eu li há pouco tempo porque é um dos contos recolhidos e reconstruídos pelos Irmãos Grimm, pega em Os Meninos Perdidos, história que na versão de Adolfo Coelho ocupa apenas duas páginas, e depressa percebe estar perante uma variante. Aqui se encontra a mesma bruxa, aqui se encontram as mesmas crianças perdidas na floresta, aqui se encontra o mesmo encarceramento e engorda com vista a um futuro pitéu canibal, aqui se encontra o mesmo rasto de objetos na floresta, para ser seguido e fornecer orientação, ainda que neste caso não sejam migalhas de pão mas cascas de tremoço a construí-lo, aqui se encontra a mesma estrutura básica. Mas há suficientes detalhes divergentes para que a história acabe por ser outra. Existe, por exemplo, uma velhinha bondosa e igualmente mágica (ou pelo menos com conhecimentos de magia alheia) que acaba por ajudar a resolver o problema dos miúdos, personagem que não existe na versão alemã. Esta é uma história muito curiosa em si mesma e curiosíssima enquanto contraponto à versão dos Grimm.

Contos anteriores deste livro:

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